Intercâmbio de Práticas & Ferramentas de Gestão em Organização de Catadores

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Nos próximos dias 11 e 12 de junho acontecerá o workshopIntercâmbio de Práticas & Ferramentas de Gestão em Organização de Catadores” durante o 6º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, no Parque Tecnológico de São José dos Campos/SP. No evento serão apresentados resultados de trabalhos já realizados em gestão de organizações de catadores.

O encontro organizado pelo Instituto Venturi e o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como objetivo replicar e potencializar práticas e ferramentas de gestão em organizações de catadores, nas próprias organizações e também em universidades, ONGs e instituições que auxiliam o gerenciamento de organizações de catadores. O público esperado é de cooperativados, pesquisadores, acadêmicos, profissionais e gestores públicos interessados em compartilhar experiências técnicas e tecnológicas.

Será uma ótima oportunidade para troca de conhecimento sobre a gestão da coleta, triagem, e destinação de resíduos recicláveis, além de abordar temas como a organização de equipe, retenção de cooperados, gerenciamento administrativo, vendas de material reciclável, prestação de serviço às prefeituras, e todas as demais atividades no âmbito das organizações de catadores.

Para fazer sua inscrição no evento, ou para submeter seu trabalho acadêmico, acesse o site: www.GestaodeOrganizacaodeCatadores.wordpress.com

Garanta a sua vaga!

EVENTO ITINERANTE DISCUTIRÁ O USO DE MECANISMOS DE MERCADO PARA O CUMPRIMENTO DE LEIS AMBIENTAIS

Colóquio organizado pela ABRAMPA e BVRio terá edições em 5 cidades

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Rio de Janeiro, 26 de fevereiro 2015 – A questão ambiental é hoje um dos maiores desafios do mundo, onde o modelo de produção e consumo esbarra nos limites do planeta. Instrumentos de comando e controle têm uma importância fundamental na implementação de políticas públicas ambientais, mas em resposta aos enormes desafios que o temos pela frente, outras formas de promoção das mudanças estruturais podem coexistir. Tal é o caso de mecanismos de mercado, que já demonstraram seu potencial de facilitar o cumprimento de leis socioambientais de modo eficiente e com menor custo como um todo.

Nesse contexto, para fomentar o debate sobre o Código Florestal e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) entre membros do Ministério Público do Meio Ambiente, operadores do direito, governo e sociedade civil, a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente – Abrampa e a Bolsa de Valores Ambientais – BVRio realizarão os “Colóquios sobre mecanismos de mercado para o cumprimento de leis ambientais”.

Os Colóquios oferecerão palestras presenciais e debates com especialistas e profissionais, com objetivo de divulgar formas de regularização ambiental dos imóveis rurais e do mecanismo de compensação; construir interpretações da Lei Florestal Brasileira sobre a Reserva Legal e as formas de compensação; discutir a implementação da Logística Reversa valendo-se do sistema de créditos como mecanismo para o cumprimento da PNRS; e, elaborar entendimentos sobre acordo setorial e termos de compromisso.

Serão realizadas 5 edições sediadas nos Ministérios Públicos do Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais e terão representantes da Abrampa, da BVRio, do Ministério Público do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais e Estaduais do Meio Ambiente. A primeira etapa do evento acontecerá no Rio de Janeiro no dia 23/03 às 13:30h no 2º Conjunto de Salas – 1 e 2  (localizadas no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). Para saber mais informações sobre o evento, e fazer sua inscrição, acesse:

https://leisambientais.wordpress.com/

 

Sobre a ABRAMPA:

A Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente foi criada para unificar a atuação do Ministério Público da área ambiental, e busca ensejar o intercâmbio de ideias, a harmonização de condutas, a ajuda mútua, a concentração de esforços, a realização de seminários, congressos, mesas científicas e até o ajuizamento de ações, caso necessário.http://www.abrampa.org.br/

Sobre a BVRio:

A Bolsa de Valores Ambientais BVRio tem como missão promover o uso de mecanismos de mercado que facilitem o cumprimento de leis ambientais brasileiras. Através da sua plataforma BVTrade, a BVRio apoia o desenvolvimento de mercados ambientais em todo o Brasil. A organização foi vencedora do Katerva Awards 2013, categoria Economia e nomeada Líder em Ação Climática pela R20 – Regions of Climate Action. http://www.bvrio.org

XIV Congresso Brasileiro de Ministérios Públicos de Meio Ambiente

Cartaz Congresso

Dedicado ao debate da atuação do Ministério Público, do papel do Poder Judiciário, da governança e da legislação ambientais, das técnicas de negociação e do desenvolvimento sustentável, a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente – Abrampa promoverá o XIV Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente. O evento será realizado nos dias 23 e 24 de outubro de 2014 na cidade do Rio de Janeiro – RJ, abordando o tema “Novos caminhos para a atuação do Ministério Público Ambiental”.

Para a 14ª edição do encontro, a Instituição volta a atenção para o próprio Ministério Público ambiental, buscando o seu aprimoramento e qualificação, atendendo os anseios da sociedade brasileira na busca por um meio ambiente equilibrado e um desenvolvimento sustentável. O evento reunirá renomados juristas e defensores da causa ambiental e a sociedade civil para discorrer sobre suas experiências no âmbito do direito. Espera-se divulgar e debater o Direito Ambiental, sua efetividade e aplicação, bem como analisar as alterações legislativas brasileiras atuais, o papel da Justiça e a função do Ministério Público, além das ações e resultados nas entidades públicas e privadas, seus reflexos para a proteção ambiental, o desenvolvimento social e sua contribuição para a inserção do Brasil no contexto mundial.

O congresso trará oficinas de capacitação, palestras e painéis abertos para todo o público inscrito, com especialistas dos diversos temas de interesse ambiental. A Abrampa conta com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, além de inúmeros outros parceiros que viabilizaram a iniciativa.

Acesse o site do Congresso e saiba mais: http://www.abrampa.org.br/congresso_riodejaneiro/ 

Municípios se mobilizam com proposta unificada para logística reversa de embalagens

A ASSEMAE sediou na última sexta-feira, 10/10, reunião entre representantes de entidades municipalistas e do setor de saneamento básico, com o objetivo de definir as contribuições dos municípios diante da minuta de acordo setorial para implantação da logística reversa de embalagens, cuja proposta encontra-se em fase de consulta pública.


A iniciativa é um desdobramento das ações desenvolvidas por um grupo de trabalho, que estuda o referido projeto desde julho de 2013. Com coordenação da ASSEMAE, o grupo é formado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associação Brasileira de Municípios (ABM), Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Além dessas entidades, também participaram do encontro gestores da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA/RJ), Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (COMLURB), Autoridade Municipal de Limpeza Urbana de São Paulo (AMLURB), Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana de Recife (EMLURB), Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos (Consimares), e da Prefeitura de Florianópolis (SC).

A reunião foi conduzida pelo presidente da ASSEMAE, Sílvio José Marques, que agradeceu a presença de todos e destacou a importância de colocar os municípios no centro deste debate. “É fundamental dialogarmos com as entidades para definirmos as ponderações dos municípios na implantação da logística reversa de embalagens. Nossa intenção é dar voz aos municípios e torná-los agentes decisivos do processo, conforme manda a Lei”, comentou.

Durante o encontro, os participantes fizeram uma análise detalhada da proposta em consulta pública, concluindo que ela foi construída sem ouvir os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Além disso, a proposta viola em vários aspectos a Política Nacional de Resíduos Sólidos, propondo uma série de responsabilidades exclusivas às prefeituras, como a obrigação de arcar com todos os custos referentes à implantação da logística reversa.

O presidente da Agência Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), Pedro Wilson, disse ser preciso tratar o assunto em âmbito municipal. “A implantação da logística reversa reflete econômica, social e financeiramente no município. Logo, é necessário enfatizar a importância dos acordos setoriais para que haja o acompanhamento dos produtos comercializados desde sua origem até a destinação final”, pontuou.

Como resultado da reunião, foram elaboradas 35 emendas para contribuir na revisão da proposta da Coalizão Empresarial. Além de inserir as emendas no sistema eletrônico da consulta pública, as entidades também assinarão documento conjunto, que será entregue a Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no dia 15 de outubro.

Saiba como participar

As entidades também destacaram a importância de convocar as prefeituras para participar do processo de consulta pública. A ideia é gerar o maior número possível de contribuições no sistema eletrônico do Ministério de Meio Ambiente, fortalecendo o posicionamento dos municípios.

O cidadão que deseja contribuir com sugestões deve se cadastrar no portal do Governo Eletrônico, conforme link. Na sequência, é preciso clicar em “Consultas em Andamento” e escolher a opção da “Proposta de Acordo Setorial para a implantação de Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral”.

Logo em seguida, surgirá uma tela com maiores detalhes da consulta, como sua descrição e o órgão responsável pelo processo. Ao final, aparecerá o espaço para incluir uma nova contribuição e a justificativa. O prazo para o preenchimento eletrônico das contribuições se encerra às 23h59 do dia 15 de outubro de 2014.

FONTE: ASSEMAE

Lixo será recolhido na escola

Matéria de ROSA FALCÃO (rosafalcao.pe@dabr.com.br), publicada no Diário de Pernambuco dia 20/09/2014

A partir de novembro Pernambuco terá um projeto piloto de coleta de resíduos eletroeletrônicos (REEE). Serão instalados postos avançados para receber equipamentos da linha verde (computadores desktop e laptops, acessórios de informática, tablets e telefones celulares) em 10 escolas públicas da área metropolitana de Recife. A ideia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) é cadastrar as cooperativas de catadores para engajá-los à coleta seletiva desses materiais, cuja vida útil varia de 2 a 5 anos. Os resíduos serão enviados para uma empresa que fará a separação e encaminhará os materiais para a logística reversa. A Semas não informou a empresa que será parceira no programa.
O projeto foi apresentado pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos Cavalcanti, no 4º Seminário Internacional de Resíduos Eletroeletrônicos, promovido pelo Porto Digital. Pernambuco produz 4 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, sendo 25,7% de material reciclável, 56,46% de lixo orgânico e 17,34% deveria seguir para o aterro sanitário. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em vigor prevê a responsabilidade compartilhada entre governos, fabricantes, fornecedores e consumidores para fazer a destinação correta do lixo.

Os resíduos eletroeletrônicos são considerados os mais perigosos para a saúde e o meio ambiente. A destinação incorreta poderá causar acidentes, como o do césio-137, em Goiânia, há 27 anos. Os catadores se contaminaram com o material radioativo ao abrir uma cápsula de cloreto de césio-137 (CsCI). Diante dos riscos de manipulação, os catadores têm que ser capacitados para manusear este tipo de resíduo. No país são produzidas 1 milhão de toneladas/ano de resíduos eletrônicos. São 7,2 quilos por pessoa.

A coordenadora do seminário, Joana Sampaio, comenta que as iniciativas de coleta e destinação dos resíduos ainda são incipientes no país. Segundo ela, a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) entregou uma proposta de acordo setorial ao Ministério do Meio Ambiente, que deverá ser fechado no primeiro trimestre de 2015. Ela acha bem vindo o projeto piloto da Semas com as prefeituras pernambucanas para a coleta de resíduos.
Joana cita uma experiência interessante, o projeto de crédito de logística reversa que funciona no Rio de Janeiro com a Bolsa Verde (BVRio). Os catadores se cadastram na bolsa. A cada tonelada de material reciclável coletado, eles apresentam a nota fiscal de venda e recebem um crédito pela comercialização. O preço depende do tipo de resíduo (papel, vidro, papelão, PET, alumínio, etc). As empresas compram esses créditos e o valor é repassado ao catador. Joana diz que a experiência pode ser replicada para o resíduo eletrônico em outros estados.

O Esverdeamento da Economia e os Tributos Verdes: Resíduos Sólidos Sustentáveis

Confira abaixo um trecho da tese de doutorado de Valeria Gentil, sobre gestão de resíduos sólidos e a economia verde:

O Esverdeamento da Economia e os Tributos Verdes: um duro caminho rumo a sustentabilidade da Gestao dos Residuos Solidos Urbanos

Por Valeria Gentil – Tese de Doutorado 2013

O Rio de Janeiro/RJ estabelecerá o primeiro mercado da América Latina, um novo trade, para a negociação de uma gama de ativos ambientais, buscando um novo nicho como centro financeiro alternativo. Este novo mercado, denominado Bolsa Verde, terá de enfrentar uma série de adversidades graves, incluindo uma recessão profunda nos mercados globais de créditos de carbono.

Entretanto, esta ideia terá como objetivo e será diferenciada dos demais mercados pela negociação de uma escolha diversificada de ativos ambientais, que incluam créditos de carbono planejados pelo regime cap-and-trade, bem como créditos de efluentes líquidos (os da Baía de Guanabara, por exemplo), créditos de reserva florestal e créditos de reciclagem.

green-economyOs créditos devem ser inovadores, pois os produtores reclamam de não haver nenhuma compensação pelos serviços ambientais que eles prestam para manter “as florestas em pé”. Um esquema de crédito florestal também é necessário para pequenos e grandes proprietários. Diante do exposto, chama a atenção o fato de que as ações da administração pública, em prol da preservação do meio ambiente e da prática de políticas sustentáveis, necessitam ser mais incisivas e ampliar os investimentos que promovam o desenvolvimento sustentável.

O entendimento que prevalece é a de que a adoção de instrumentos econômicos pode proporcionar benefícios econômicos, sociais, ambientais e ainda estimular práticas sustentáveis, como a reciclagem de resíduos sólidos. Quanto ao aspecto das políticas tributárias,esses instrumentos podem garantir uma atenção especial aos projetos que visam apoiar, por exemplo, o desenvolvimento de atividades de aproveitamento e reciclagem, concessão de subsídios e ampliação de créditos para investimentos que colaborarão para a estruturação do segmento de forma sustentável.

Não obstante, sob a ótica financeira, aumentar impostos verdes para promover as finanças públicas verdes requer a implementação de uma reforma fiscal ambiental. Os pacotes fiscais podem ser propostos na medida em que eles sejam usados para reduzir outros impostos. Contudo, seguem abaixo algumas políticas públicas verdes sob os argumentos favoráveis das políticas baseadas no mercado e dos tributos verdes, que servirão como contribuição para a PNRS do Brasil, especialmente o artigo 80 que trata dos Instrumentos Econômicos.

recyPara a elaboração destas políticas públicas foram observadas as experiências mundiais descritas no capítulo 3 e que podem ser adotadas pela PNRS: a) os créditos de carbono devem ser amplamente negociados; entretanto, os mecanismos de fortalecimento socioeconômico por meio de investimentos em cadeias produtivas (como é o caso dos resíduos) devem ser ajustados a ponto de beneficiar o elo mais frágil – os catadores de materiais recicláveis; (…)

Desse modo, considerando avanços na PNRS, o Brasil necessita ampliar urgentemente as Taxas de Efluentes, Sistemas de Depósito-Retorno, Taxas de Utilização, Impostos sobre Prêmios de Seguros, Vendas e Impostos Sobre Valor Agregado (ignora-se a existência de impostos neste sentido, considerando os resíduos sólidos), Taxas Administrativas, Diferenciação Fiscal, Sistemas de Licenças Negociáveis e Programas de Informação. Por meio das receitas também se pode solidificar os processos que envolvem a cadeia produtiva dos resíduos (o catador é o elo mais fragil), criar estoques de emergência, financiar pesquisa, desenvolvimento e inspeção.

Lançado índice com preços de materiais recicláveis negociados no Brasil

Iniciativa permite verificar flutuação dos preços dos materiais recicláveis negociados no país, dando transparência para compradores (indústria) e vendedores (cooperativa de catadores)

Rio de Janeiro, 22 de Agosto, 2014 – Começou a funcionar nesta sexta-feira o Índice BVRio de Materiais Recicláveis. O Índices indica o preço médio de venda de mais de 15 materiais diferentes (nas categorias de papel, plástico, vidro e metal) nas diversas regiões do país, dando transparência mercado de materiais recicláveis.

Em 2013 a BVRio desenvolveu o mercado de Créditos de Logística Reversa (CLRs). Este mecanismo representa a atividade de coleta e triagem realizada pelas Cooperativas de Catadores. Os créditos são emitidos e vendidos pelos atores que efetivamente coletam resíduos, e comprados pelos atores que necessitam fazer a logística reversa para cumprir com suas obrigações estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos. O processo de criação dos créditos envolve o registro de toda a atividade de coleta, triagem e venda do material em um Sistema de Gestão eletrônico (http://www.bvtrade.org).  Os CLRs são emitidos por tipo de material triado e vendido, com nota fiscal. 

Através das informações coletadas no Mercado de CLRs foi possível desenvolver índices de preços médios de venda de materiais recicláveis no Brasil. Todos podem acessar os índices na plataforma de negociação BVTrade, e verificar, por exemplo, o preço médio de venda do kilo de latinhas de alumínio na região sudeste.

As informações estatísticas contidas no índice não expõem as cooperativas, sendo apresentado apenas o preço médio do material reciclável, e sua variação ao longo do tempo. Desta forma fica mais fácil que cooperativas de materiais recicláveis, e empresas que precisam comprar estes materiais, entendam os preços praticados em sua região.

Para Maurício Moura Costa, presidente da BVTrade, os índices são mais um benefício resultante do sistema de Créditos de Logística Reversa. “Além de fomentar a logística reversa e aumentar a renda das cooperativas de catadores, o sistema de Créditos gera uma informação extremamente rica sobre o mercado de materiais recicláveis. Esperamos com essa iniciativa agregar transparência e eficiência a esse mercado, em benefício das cooperativas de catadores e outros agentes envolvidos.”, menciona Maurício.

Para ver os índices do mercado de materiais recicláveis, acesse: http://www.bvtrade.org

Fonte: BVRio

Conselho lança guia de encerramento dos lixões e inclusão social de catadores

Iniciativa faz parte de parceria do MP com Secretaria Geral da Presidência
Sem título

Download> http://www.mncr.org.br/box_2/instrumentos-juridicos/arquivos-em-pdf/guiafechamentodoslixes.pdf

Em razão do prazo previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), que estabeleceu o encerramento dos lixões até o dia 3 de agosto de 2014 e dos dados estatísticos disponibilizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que indicam que o Brasil conta, ainda, com mais de 2.906 lixões espalhados em mais de 2.810 municípios, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por intermédio do GT – Pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, pessoas desaparecidas e submetidas ao tráfico da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais, elaborou o guia “Encerramento dos Lixões e a Inclusão Social e Produtiva das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis”.

A publicação tem o objetivo de apresentar subsídios sugestivos para a atuação dos membros do Ministério Público brasileiro em relação às questões voltadas ao encerramento dos lixões e fundamentar a constitucionalidade e a legalidade da gestão compartilhada de resíduos sólidos recicláveis entre municípios e associações e cooperativas de catadoras e catadores.

Como medida inicial, o guia sugere a instauração de procedimentos dos municípios que ainda mantenham lixões ou que destinam os resíduos sólidos a locais inadequados com a presença de catadores. Portanto, para um dignóstico prévio da situação atual é recomendável inspeções nos lixões, além de entrevistas com os catadores presentes no local.
Como fiscal da lei, o MP tem o papel de exigir dos municípios não apenas o encerramento dos lixões – incluindo aterros controlados – mas também o de garantir que o encerramento se dê concomitantemente com a inclusão social e produtiva dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, de acordo com o artigo 15, inciso V e artigo 17 da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Para que sejam cumpridos os objetivos da referida política, a publicação sugere que os municípios devem promover não apenas ações assistencialistas e pontuais de apoio às associações e cooperativas de catadores, mas, essencialmente, integrá-las, efetivamente, na gestão compartilhada. Isso só será alcançado quando as organizações de catadores estiverem dotadas de todos os recursos materiais e humanos necessários, os quais devem ser garantidos pelos municípios.

O guia apresenta, ainda, possíveis modelos de contrato de prestação de serviços; termo de compromisso de ajustamento de conduta para a iserção social e econômica dos catadores de materiais recicláveis; diagnóstico dos municípios; e lei municipal criando o Programa Pró-Catador.

Baixe o Guia aqui

FONTE: MNCR

Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos é criado para monitorar a implementação da lei

Iniciativa foi desenvolvida para promover transparência aos resultados, e assegurar que os princípios e objetivos da PNRS sejam cumpridos

São Paulo, 31 de Julho 2014 – Após 21 anos de longas discussões e disputa política, a Lei Federal nº 12.305 de 2 de agosto de 2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que procura organizar a forma que o país trata os resíduos sólidos, incentivando a reciclagem, reutilização e destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Além disto, instituiu a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, a erradicação dos “lixões” até Agosto de 2014, e promove a inclusão social com emancipação econômica dos catadores de materiais recicláveis.

A PNRS também fomenta a implementação de planos de coleta seletiva para os municípios, auxiliando prefeitos e cidadãos a descartar de forma correta o lixo. A Logística Reversa foi outro importante avanço nesta política, responsabilizando fabricantes de embalagens a criarem um sistema de reciclagem do produto, uma vez que este é colocado no mercado.

Nesta quinta-feira, 31/07/2014, a ABRAMPA – Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente, a BVRio – Bolsa de Valores Ambientais do Rio de Janeiro, o Instituto ETHOS, e outras 22 instituições lançaram o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos (OPNRS).

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Algumas das atividades desenvolvidas pelo Observatório são: Monitorar o processo de negociação dos acordos setoriais dando transparência aos seus trâmites; Definir indicadores e métricas para monitorar o progresso dos objetivos da PNRS; Coletar informações e criar um banco de dados que permitirá o monitoramento por parte de empresas e setor público; Monitorar a desativação de lixões; Mapear o desempenho da coleta seletiva realizada por empresas e por cooperativas de catadores; e Publicar resultados dando transparência à implementação da PNRS.

Os membros do Observatório são: ABRAMPA, ABRELPE, ABLP, BVRio, CEBDS, GVces, CIEDS, Cicla Brasil, Conservação Internacional, Fundação Avina, SOS Mata Atlântica, Fundo Verde UFRJ, Instituto AKATU, Instituto ETHOS, IPEA, IPP, ITEP, Instituto Venturi, NIMA PUC-Rio, PROCAM/USP, S.O.Sustentabilidade, NUCMAT/Unisinos, UFCG, UFRRJ, UnB e WWF-Brasil.

Mais informações sobre o Observatório da PNRS podem ser encontradas em: http://www.observatoriopnrs.org